Independente da missão de nossa saga, seja esta de alegria ou desgraça, o Brasil tem que ser defendido!
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        Frases do STF - Julgamento do Mensalão

        Ricardo Lewandowski, ministro do STF e revisor do processo (ele defendeu o desmembramento)
        "O Supremo também pode errar, quer na arte de proceder quer na arte de julgar, e, decidindo, não há a quem recorrer."
         
         
        Cezar Peluso, ministro do STF
        "Se nós remetermos agora este processo a outro juiz -é verdade que ele está pronto-, mas só para este juiz começar a ler o processo, ele vai levar pelo menos, se ele for um bom locutor de corrida de cavalo, mais de seis meses para poder entender o que é que se passa."
         
         
        Marco Aurélio Mello, ministro do STF
        "Vossa excelência me atribuiu a paternidade e eu estou excomungando o filho". (sobre sua posição pela competência do tribunal, interrompendo discurso do ministro Luiz Fux)
         
         
        Dias Toffoli, ministro do STF
        "Farei a leitura (do voto) para homenagear a cadeira que sento, do sempre ministro Sepúlveda Pertence. Se se verifica que há conexão (entre as causas e os réus), se mantém a causa aqui."
        Cezar Peluso, ministro do STF
        "Se a matéria está sempre em aberto, não há impossibilidade (de se voltar a discuti-la), de certo enquanto não acabar o julgamento. Assim, vai se passar o resto da vida discutindo a mesma matéria."
        Gilmar Mendes, ministro do STF
        "Havia uma lenda urbana de que o STF não condena. Não condenava porque não julgava. Não condenava porque não tramitava. Isso já está desmistificado aqui."
         
         
        Roberto Gurgel, procurador-geral da República, ao ler a acusação
        "Foi, sem dúvida, o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e desvio de dinheiro público flagrado no Brasil. Como tenho destacado, maculou-se gravemente a República."
         
         
        José Oliveira Lima, advogado de José Dirceu:
        “O Ministério Público Federal, com frases de efeito, quer a condenação de José Dirceu para servir de exemplo. Desde quando uma condenação com o desprezo ao amplo direito ao contraditório, sem provas, pode servir de exemplo?".
         
         
        Luiz Fernando Pacheco, advogado de José Genoino:
         
        “Ele (Genoino) não é réu pelo que fez ou deixou de fazer, mas é réu pelo que ele foi (presidente do PT). A denúncia não faz individualização de conduta, redunda na responsabilidade objetiva. Se é bruxa, queima, se queima é bruxa. É o direito penal nazista. Se é judeu, mata. Foi presidente do PT, então tem que ir para a cadeia”.
        "Responsabilidade objetiva nos remete à Idade Média. Queima porque é bruxa. Porque é bruxa é que queima. É o direito penal do terror, direito penal do inimigo, direito penal nazista. É judeu, então mata. Mata porque é judeu. Foi petista, foi presidente do PT, então tem de ir pra cadeia.”
         
         
        Arnaldo Malheiros Filho, defensor de Delúbio Soares:
        "Que ele operou um caixa dois, ele operou. Que é ilícito, é ilícito. E isso ele não nega”.
        “Como em qualquer país do mundo, um partido conquista apoio com a partilha de poder, não com dinheiro”.
        “A prova é pífia, é esgarçada, é rala".
         
         
         
        Paulo Sérgio Abreu e Silva, advogado de Rogério Tolentino, ex-advogado de Marcos Valério:
        “Eu acho e já afirmei: algum auxiliar do eminente procurador, que sustentou essa denúncia, que eu tenho para mim como ruim e fraca, teve preguiça mental de ler os autos".
        “O Judiciário não representa o povo. Representa a lei. Justiça seja feita, mesmo que os céus venham abaixo. E é na busca dessa Justiça que eu estou aqui defendendo Rogério Tolentino".
         
        Paulo Sérgio Abreu e Silva, defensor de Geiza Dias, ex-funcionária de Marcos Valério:
        “Ela está me ouvindo agora, deve estar até me vendo e vai me perdoar. Ela era uma funcionária mequetrefe. Geisa cumpria ordens, trabalhava no terceiro ou quatro escalão”.
        “A Geiza era uma batedeira de cheques”.
        “Quando eu saí de casa, minha mulher ainda falou comigo: 'cuidado com o seu palavrório'. Mas minha filha, não tem jeito, são vidas em jogo. Essa moça foi escorraçada pela família por ter se envolvido com o mensalão”.
        “Ela vai me desculpar, mas eu vou falar de novo. Uma funcionária mequetrefe denunciada no maior escândalo jurídico da Nação brasileira".
        “O artigo 155 do Código de Processo Penal [que trata da prova produzida judicialmente] foi degolado, destruído, aniquilado, porque o então procurador-geral da República não sabe redigir uma denúncia”.
         
         
        Alberto Toron, que defende o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha
        "A ideia é exatamente fantasmagórica. Ela [mulher de João Paulo Cunha] se identificou. A denúncia é fantasmagórica. Não há, em hipóstese alguma, lavagem de dinheiro."
        "Se a própria acusação diz que o dinheiro era previamente lavado antes de ser repassado, o tomador já recebia lavado, então não temos lavagem. A lavagem envolve um processo. Aquele que se limitou a sacar o dinheiro não o lavou."
        "É diferente de alguém que mandou o feirante, que mandou o pintor. Ele mandou a mulher" (sobre a situação em que a mulher de João Paulo Cunha foi a uma agência buscar R$ 50 mil e assinou um recibo)."
        "Eu queria dizer mais coisas, mas o tempo me come."
         
         
         
        Márcio Thomaz Bastos, que defende de José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural

        "É um julgamento de bala de prata, feito uma vez só, e por isso, como se trata de destinos de pessoas, é preciso um duplo cuidado."
         
         
        Maurício de Oliveira Campos Júnior, defensor de Vinícius Samarane, ex-diretor do Banco Rural

        “Foi pela TV, onde se via Roberto Jefferson lançar em contra-ataques acusações contra várias pessoas, que se viu chamar à baila o Banco Rural.”
         
         
        Antônio Claudio Mariz de Oliveira, defensor de Ayanna Tenório, ex-diretora do Banco Rural

        "A quadrilha era por osmose."
        “Qual é o elemento, qual é o tênue indício, qual é a prova que comprova a adesão dela à quadrilha? Essa mulher aderiu à quadrilha? Nem se provou a existência dessa quadrilha! E aderiu por quê? Estava imbuída de algum ideal cívico? Ela pertencia ao banco e só."
        “Papai envergou a toga, mas não se despiu da beca. Isso me mostrou que nós, advogados e juízes, somos irmãos. Por isso declaro minha honra e emoção de estar nessa tribuna."
         
         
         
        osé Antonio Duarte Alvares, advogado do ex-deputado Pedro Henry
        "O Ministério Público quis tornar um dinheiro limpo, sujo. Não se pode lavar dinheiro limpo."
        "O procurador-geral criou uma ficção e, para dar versão na sua história, pegou trechos tomados na fase de inquérito sem o crivo do contraditório. Fez isso para que sua versão tivesse o mínimo de credibilidade a sua fantasiosa redação."
         
         
         
         
        Haman Tabosa, advogado de Carlos Alberto Quaglia, da corretora Natimar:
        “Defender um inocente é mais difícil do que defender um culpado. Porque, lá no fundo, o culpado entende que se a pena for correta, isso já estará bom."
        "E a defesa que se vire" (sobre a ausência de defesa do réu durante o processo no STF, alegando falha processual e pedindo a nulidade da acusação contra o réu)
        “Ele lavou esse dinheiro todo para ficar pedindo apoio da defensoria pública? Eu não acredito nessa tese, ele mora em Santa Catarina, não mora em bairro nobre, nunca se furtou a responder aos termos dessa ação penal”.
         
         
         
         
        Délio Fortes Lins e Silva, que defende Antônio Lamas, acusado de retirar R$ 350 mil do mensalão para o irmão Jacinto:
        "Era para ser a denúncia do Ali Babá e os 40 ladrões. Na medida que eu vejo 100 pessoas com a mesma conduta que não foram denunciadas e o Antônio Lamas foi, eu me questiono, qual foi o critério para ele ser denunciado? Foi o sobrenome? (...) Por que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva não foi denunciado? (...) E eu só trouxe isso porque, nesse país, o pau só quebra nas costas do pequeno. O cacetete só rola nas costas do humilde."
         
         
        Luiz Corrêa Barbosa, que defende Roberto Jefferson, delator do esquema e, na época, presidente do PTB, que é acusado pelo MPF de receber R$ 4,52 milhões do valerioduto.
        (sobre Lula) É safo, é doutor honoris causa, e não só sabia como ordenou [o mensalão]. Aqueles ministros eram apenas executivos dele. Os auxiliares obedeceram o patrão e o patrão ficou de fora. O procurador-geral deixou de fora (do processo)."
         
        (sobre Lula) "É claro que Vossa Excelência [o procurador-geral] não poderia afirmar que o presidente da República fosse um pateta. Que sob suas barbas isto estivesse acontecendo e que ele não sabia de nada."
        "Ele [Roberto Jefferson] foi ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e mediante testemunhas (...). O olho [de Lula] chegou a lacrimejar diante dessa informação e ele prometeu tomar providências."
         
         
        Ronaldo Garcia Dias, defensor do ex-deputado Romeu Queiroz
        "É muito melhor assistir na televisão do que estar aqui."
        "Não diga que esse valor de R$ 102 mil tenha vindo dessa origem (para pagar voto a favor do governo). Foi um rito de passagem que a Usiminas encontrou para fazer essa contribuição (à campanha do PTB).”

        "Ninguém disse para o Romeu Queiroz: 'Olha, esse dinheiro veio do subterrâneo'. Não, não. O dinheiro veio do PT. Tinha uma aparência de origem sadia."
         
         
        Mártires Coelho, defensor do ex-deputado José Borba
        "... os textos produzidos pelo Ministério Público estão cheios de furos e esparadrapos. O que o Ministério Público chama de provas robustas não passam de palavras de efeito. As provas não são robustas, as provas são anêmicas."

        "Relembremos com o desconcertante e angustiado Nietzsche que não existem fatos, mas apenas interpretação de fatos e fatos interpretados."

        "Nenhum juiz se encaminha virgem e impermeabilizado para a decisão de um caso."
         
         
         
        João dos Santos Gomes Filho, advogado do ex-deputado petista Paulo Rocha:
        “Na denúncia, nenhum dos três núcleos do mensalão recepciona a pessoa de Paulo Rocha. Ele não participa de nenhum dos três núcleos".
        “Em lugar nenhum do mundo se lava dinheiro da própria conta".
        “A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, sabe disso. [Caixa dois] É uma realidade. É nós tangenciamos uma realidade”.
        “A corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, deu entrevista dizendo que o Supremo será julgado por esse julgamento. Deplorável o país cuja corte suprema está em julgamento. Os senhores jamais serão julgados. Os senhores estão aqui para julgar, para proteger, para defender a grandeza da cidadania".
        “Meus colegas estão brincando que sou o único advogado que vim ao Supremo e, em vez de fazer a sustentação oral, dei um voto".
        “A opinião pública não é a voz da Justiça."
        “Deixemos as ilusões pueris de buscar um mundo melhor para os poetas. E nos concentremos em tangenciar a defesa do cidadão e protegê-lo das investidas que vão além da conta."
         
         
        Pierpaolo Bottini, advogado do ex-deputado petista Professor Luizinho:
        “Se isso [suspeita contra Professor Luizinho] é lavagem de dinheiro, trata-se da mais solene, pública e registrada da história brasileira”.
        "O Ministério Público não fez provas contra ele, e não o fez porque não tinha como fazer".
        “Peço a absolvição [do Professor Luizinho] pela ausência dos indícios de ocultação ou dissimulação”.
        “É hora dessa sociedade perceber que o fato de ser político não é crime. O político profissional é tão importante quanto o médico profissional. O político é fundamental para o exercício da democracia. Criou-se o crime demoníaco que ser político é ser criminoso”.
         
         
        Joaquim Barbosa, ministro do STF e relator do processo do mensalão:
        "Quero eliminar abobrinhas."
        "O senhor agrediu essa corte, agrediu ao país. Não faz parte do grau civilizatório que me encontro proferir as palavras que o senhor me direcionou” (ao advogado Antônio Sérgio Pitombo, defensor de Enivaldo Quadrado, ex-sócio da corretora Bônus Banval. Pitombo usou termos como "teatro do absurdo", se referindo à acusação)
        "O exame dos fatos revela que o torpe pretende aproveitar-se da própria torpeza."
        "Cada país tem o modelo e tipo de Justiça que merece. Justiça que se deixa ameaçar e agredir por uma guilda ou o modelo de uma guilda, eu lamento o fim que terá."
         
         
         
        Ricardo Lewandowski, ministro do STF e revisor do processo do mensalão

        "Se falha houve, não foi de vossa excelência, mas dos órgãos administrativos da Casa. Na minha opinião, houve, sim, cerceamento de defesa do réu." (a Joaquim Barbosa)
        "Uma má-fé encampada pela Defensoria? Acho demasiado. Nunca vi."
         
         
        Celso de Mello, ministro do STF:
        "Não me parece legítimo submeter o advogado à avaliação de sua própria corporação profissional” (sobre a proposta de Barbosa de que advogados que fizeram críticas a ele no caso do mensalão respondessem por isso junto à OAB. Os ministros votaram, mas a maioria no plenário negou o pedido - o placar ficou 9 x 2).
         
         
         
         
        Ricardo Lewandowski, ministro do STF e revisor do processo do mensalão:

        "Eu quero dizer que essa tentativa ou proposta de fatiar a votação ou a leitura do voto é anti-regimental." (sobre a forma na qual Joaquim Barbosa queria votar. Ficou decidido que cada ministro faria a leitura como quisesse).
        “Estou diante de uma enorme dificuldade. A minha metodologia é de uma forma totalmente diferente da do ministro relator. Eu recebi o apelo, eu quero colaborar com a Corte, mas estamos diante de um impasse insuperável. Vossa excelência pede para serem analisados por crime e eu passei meses analisando a conduta de cada réu e o seu envolvimento".

        Marco Aurélio Mello, ministro do STF:
        "Não temos no plenário ninguém todo-poderoso” (também sobre a discussão da forma na qual os ministros leriam seus votos).
         
         
         
        Luiz Fux, ministro do STF:
        "Só não muda de opinião quem já morreu. (...) O magistrado se convence, mas deve motivar nos autos em que prova se baseou para se convencer."
        "Nestes megadelitos há uma dificuldade da prova.”
        "Eu faço uma análise da própria razão de ser da lavagem de dinheiro. E isso começou com o 11 de Setembro nos EUA, quando se descobriu que o terrorismo era financiado com dinheiro oculto."
        "E, se o dinheiro chega lavado, como se faz uma lavagem do dinheiro lavado? (...) E às vezes não dá para fazer uma distinção entre a água e o óleo."
         
         
        Rosa Weber, ministra do STF:
        "Delitos realizados no âmbito reduzido do poder são de difícil comprovação" (ao lembrar que a questão em votação é o uso de recursos públicos para pagamento de vantagem indevida, e não algum esquema eleitoral).
        “Nos delitos de poder, quanto maior o poder ostentado pelo criminoso, maior a facilidade de esconder o ilícito. Esquemas velados, distribuição de documentos, aliciamento de testemunhas. Disso decorre a maior elasticidade na admissão da prova de acusação."
        Cezar Peluso, ministro do STF:
         
         
        “O magistrado não condena ninguém por ódio. Na verdade, as condenações são imposição da consciência do magistrado não apenas do ponto de vista funcional, mas também do ponto de vista ético, do ponto de vista pessoal em que o magistrado condena, primeiro, por uma exigência de Justiça. Em segundo, porque reverencia a lei que é a salvaguarda e a garantia da própria sociedade em que todos vivemos", despedindo-se do STF antes de sua aposentadoria, na próxima segunda-feira (3).
         
         
        Gilmar Mendes, ministro do STF:
        “Os direitos somente têm direito frente a outros direitos. Os direitos humanos só podem funcionar em um estado constitucional."
        "Quando eu ouvia os relatos (do processo), eu me perguntava, senhor presidente, o que fizeram com o nosso Banco do Brasil? Como nós descemos na escala das degradações. É um fato extremamente grave."
        "Não me parece plausível que alguém, com condição de ocultar, mandasse a própria esposa para sacar o dinheiro."
        "Certamente não faz também sentido que o presidente da Câmara, que tem inúmeros assessores, faça uso da sua própria esposa para um saque que seria do próprio partido."
        "Eu entendo que se fazem presentes os elementos para se configurar a lavagem de dinheiro e encaminho meu voto para acompanhar o relato."
         

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        Sobre

        Rafael Nonato Ribeiro Ferreira, graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Uninove, programador nas linguagens PHP, JavaScript, JQuery e Java, desenvolvedor web HTML e CSS desenvolve e modela em SGBDs Mysql, PostGreSQL e Oracle, atualmente trabalha como Analista e Desenvolvedor de Sistemas, é um brasileiro, cristão, patriota filiado ao PSOL e com convicções politicas próprias conforme será mostrado em seu futuro site www.constituicaoproposta.com.br, nas horas de folga gosta de tocar seu violão e compor letras de múisca, Torço para o São Paulo e para a Portela.

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